domingo, 19 de julho de 2015

Cerveja: Eu Bebo Sim!


                                                     

                                                                     

Olá Pessoal. Hoje resolvi mudar o tema, pois estou encantada com esse universo. Espero que vocês também se encantem.


Há algumas controvérsias sobre a data do surgimento da cerveja, mas acredita-se que esta surgiu há pelo menos 6000 a.C na Mesopotâmia.  A palavra, do gaulês, através do latim é servícia.

Provavelmente ela tenha sido a primeira bebida alcoólica criada pelo ser humano. Seria mais ou menos se nós imaginássemos o Obelix segurando uma taça imensa, talvez do tamanho do Asterix. Lembram-se dessa famosa dupla?

Os ingredientes básicos de uma cerveja sempre são: água, cevada, levedura e lúpulo. O que varia daí são suas quantidades, métodos de fermentação, torra do malte e infinitas combinações de outros ingredientes, como frutas e especiarias.

Fico um pouco constrangida de dizer que ela surgiu para mim há apenas três semanas quando eu tomei, por insistência do meu marido e profundo conhecedor, uma IPA: Indian Pale Ale da Schornstein. Confesso que todo principiante é deslumbrado. Então meu deslumbramento começou com ela. 

Elas também são bem antigas, surgiram na época da colonização da Índia, pelos Ingleses, cujo assunto também traz lá suas discórdias. Mas o que se sabe de fato é que essa bebida precisava resistir á travessia dos oceanos então seu teor de lúpulo era mais concentrado. Acreditava-se que essa concentração trazia também uma característica, além do seu amargor, antibiótica.

O universo das cervejas se dividem nas Largers, de baixa fermentação, nas Ales, alta fermentação e nas Lambics, fermentação selvagem.
A variedade é tão grande que gostaria que vocês conferissem abaixo:












Mas o que eu quero ressaltar de fato, especialmente para o público feminino, e aí falo através da minha própria experiência, é o seguinte: deem uma chance ás cervejas, mulherada!

Sei que o nosso paladar, habitualmente, tende aos pró secos a aos vinhos que continuarão maravilhosos.

Mas o universo cervejeiro é surpreendente. As IPA, minhas preferidas, trazem um teor de amargor mais concentrado, mas com uma nota de maracujá no final que eleva o paladar ás nuvens.

A La Trappe (Dunkel)aí já falo de uma marca, surpreende pelo seu gosto de banana e caramelo no final, mas sem ficar enjoativo. E por aí segue uma variedade infinita que ainda estou descobrindo. Ela é servida na sua própria taça.



                                                   

Mas eu cheguei aos céus quando provei na casa do amigo Tiago Moraes, a cerveja Tripel da Baden Baden que ele generosamente nos serviu.





 Eu digo generosamente porque além de valer uma fortuna, pois são produzidas apenas 1.300 garrafas anualmente, ela tem que ser degustada em pequenas taças por conta do seu alto teor alcoólico de 13,5%. Ela é uma bebida para aperitivo ou acompanhar sobremesa. Seu sabor: adocicado e encorpado. Só nesse momento entendi o que significa uma cerveja descer redonda.


Aconchegante PUB do MORAES, na casa dele!


E ontem, nas nossas andanças em busca de novidade, eu e meu marido visitamos um novo local em Campinas, o Barley Club, onde fomos muito bem atendidos pelo gerente Rafael Inácio e sua irmã, a Chef de Cozinha, Isa Inácio, que me presenteou com uma dose da Porter, da Landel. Fabricada aqui em Barão Geraldo.


Isabela Inácio


Cerveja escura, encorpada, traz no final do gole que você não quer que acabe nunca, um tom de café com chocolate.

Não é mesmo encantador esse universo que nos leva á sabores incríveis?
Pois é mulherada, podemos continuar amante dos nossos vinhos, mas que mal tem abrirmos o leque para essas novidades que estão aí?







Profitez Bien sua aventura pelo universo das cervejas! 




5 comentários:

  1. Muito bom Charlene! Não sou fã de cerveja, mas meu marido adora uma cerveja artesanal! Bjs

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    1. Obrigada Fernanda. Podemos fazer o seguinte: nós saímos, vc continua no vinho e todos ficamos bem contentes!!!! Bjs querida

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  2. eu tenho um sério problema com bebidas fermentadas: vinhos estão totalmente fora do meu "cardápio" por conta da terrível dor de cabeça que eles proporcionam. Com relação às cervejas, meu organismo (que é um tanto esnobe, ao contrário do meu orçamento hahahahaha) só tolera rótulos premium artesanais ou importados, por conta do hábito de misturarem milho à cevada aqui em terras brasilis. As minhas prediletas são as Weissbier, com seu delicioso sabor frutado e a stout Guiness: uma maravilha escura e encorpada, amarga no ponto certo e absolutamente deliciosa. Dos exotismos modernosos, achei muito interessantes as cervejas de chocolate (especialmente a da Baden Baden) e a de banana da Wells

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    1. Olá Marcelo. Adorei suas dicas. Serão minhas próximas. Acho que podemos escrever o seguinte livro: Mil cervejas que você tem que provar antes de morrer!!!!! Rsrsrs

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  3. Char,
    Meu marido e amigos fazem cerveja e eu faço minha parte, experimento todas! Tem até uma com minha assinatura!
    Beijos,
    Deinha

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