Á medida que vou envelhecendo,
minha mãe vai se tornando minha menina.
Minha menina que nunca conheci,
mas lindamente narrada
em tranças e patinetes rebeldes.
Então percebo
que nossas almas meninas
se encontram numa espécie
de comunhão desconhecida.
Desconhecida,
mas se reconhecem.
