domingo, 13 de setembro de 2015

O mar em mim



O mar
sossega
meu coração

Mas não é
o mar
de nadar,
mergulhar
ou velejar

É o mar
de olhar, só
de contemplar

Da sua infinitude,
que reverbera em mim
ao mesmo tempo
que me ultrapassa

Daquele horizonte,
onde céu e mar
se encontram,
depois de apagados
seus limites

É esse o mar
que completa
e contempla
minha alma,
lá também
onde os meus limites
se esvaziam

Lá,
onde o verão
insiste em mim,
mesmo sendo inverno,
onde o choro
vai além da tristeza
a dor, do sofrimento

Lá,
onde existo,
depois que acabou
o nome,
o sentido,
os dias

Pra lá de mim,
onde sobrou apenas eu

Um comentário:

  1. Amei este texto!
    Realmente, a sensação marítima segue esta cadência...
    Vou seguir na exploração de sua poesia!!

    Carla ;)

    ResponderExcluir