Existe uma implicância minha, quando vejo as metáforas se repetirem. É quando sinto que meu repertório está pobre.
Mas esses dias, folheando meus escritos, deparei-me com o Rio.
Olhei bem para ele e percebi que nesse caso, minhas metáforas foram mudando. Não me entediei com elas. Compartilho, agora, com vocês:
Quando penso
em você
um rio
passa
em minhas
mãos.
1983
Teu olho
é um rio
fio d água,
não cabe
no mundo,
é sem trégua
e sem margem
1986
Minha
tristeza
É como
Uma geleira
Que
vai
de
ge
lan
do
até encher
um rio
2012
Meu
rio
Corre doce
Que margeia
minha alma,
Que baliza
minha noite,
Preparando- me
para o dia
Corre doce
Meu rio,
Escorrendo em desejos,
Não ligando
Mais pros sonhos
Doce rio,
Travessia de avessos,
Retorno de correntezas
Corre,
corre a água adocicada
Que rega
Minha alma.
2013
De fato, suas metáforas foram mudando e sempre para melhor. A ultima, de 2013 eh muito linda, Charlene. Parabéns!
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