domingo, 20 de setembro de 2015

Sobre os Rios

Existe uma implicância minha, quando vejo as metáforas se repetirem. É quando sinto que meu repertório está pobre.
Mas esses dias, folheando meus escritos, deparei-me com o Rio.
Olhei bem para ele e percebi que nesse caso, minhas metáforas foram mudando. Não me entediei com elas. Compartilho, agora, com vocês:



Quando penso
em você
um rio 
passa
em minhas
mãos.

1983




Teu olho 
é um rio
fio d água,
não cabe 
no mundo,
é sem trégua 
e sem margem

1986



Minha tristeza
É como 
Uma geleira

Que vai 
de
ge
lan
do
até encher 

um rio

2012


Meu rio

Corre doce
Que margeia
minha alma,

Que baliza 
minha noite,
Preparando- me 
para o dia

Corre doce
Meu rio,
Escorrendo em desejos,
Não ligando 
Mais pros sonhos

Doce rio, 
Travessia de avessos,
Retorno de correntezas

Corre, 
corre a água adocicada 
Que rega 
Minha alma.

2013






Um comentário:

  1. De fato, suas metáforas foram mudando e sempre para melhor. A ultima, de 2013 eh muito linda, Charlene. Parabéns!

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