Olá leitores. Costumo dizer que sofro também dos dias que não acabam. E sei que não é um privilégio apenas meu. Compartilho aqui algumas versões desses dias intermináveis.
Ainda
que a noite
se alongue
árida e
desejante,
o amanhecer
é sempre
uma libertação
2011
A noite
risca lenta,
minha alma
que atravessa
meu estômago
Cruzo a cidade
fria,
cálida,
fálica
Noite de
azul topázio,
celeste,
marinho
Noite
de azul
sem fim
2012
A
noite,
ás vezes
uma
trégua
de mim mesma,
escuto
meu coração
feito
uma prece
2014

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